sábado, 13 de setembro de 2008

Coincidência??????????????



Falar sobre Deus para a maioria das pessoas, em especial para os jovens, inclusive para mim, não é uma tarefa muito fácil, entre os motivos, talvez esteja a vergonha, o desconhecimento ou a falta de fé. Apesar de reconhecer que deveria ser exatamente o oposto, nunca falei sobre Ele, contudo, hoje preciso dizer algumas palavras.

Alguns dias atrás, quando o jornal chegou , entre as notícias da primeira página estava: "Bebê cai de prédio e é salvo pela frauda..."

Todos teceram comentários a respeito do fato, sobre a falta de responsabilidade dos pais em colocar um sofá embaixo de uma janela, principalmente, quando se mora no terceiro andar. Era consensual que isto era negligência e de que o bebê tivera muita sorte por não ter morrido.

Mais tarde, Nathália me disse: "Engraçado, todos dizem que a fralda salvou a criança, mas ninguém diz que foi Deus quem colocou a mão para que ela não caísse." Na hora, apenas sorri e concordei (é o que faço de melhor: sorrir e concordar, nem uma palavra a mais), geralmente ficaria por isso mesmo, no entanto, desta vez, sinto a necessidade de dizer mais do que o sorriso.

Sabe Nathália, você tem razão.

Temos o costume de lembrar-se de Deus apenas nos momentos em que necessitamos urgentemente de algo e nos esquecemos da sua presença onipresente em cada segundo de nossas vidas. Esquecemos de sua presença em fatos como este do bebê ou naquele caso em que um homem, vítima de uma bala, foi "salvo pela caneta" que estava em seu bolso. Nos acostumamos a valorizar tantos os objetos ao ponto de lhes dar o poder pertencente unicamente a Deus.

Talvez me digam: "Mas se não fosse a fralda, o bebê teria caído; se não fosse a caneta, o homem poderia estar morto..." Sim, vocês têm razão, porém, se a fralda segurou o bebê e a caneta estava lá, justamente no local em que a bala acertaria, foi Deus quem colocou sua mão para não permitir que estas tragédias acontecessem.

Certa vez, uma catequista me falou sobre a presença de Deus em tudo na nossa vida, para exemplificar ela disse (não exatamente com estas palavras): “Grande parte das pessoas tem receio de andar a noite pelas ruas quando estão sós, acontece que em uma noite qualquer, se vêem obrigadas a ir ao seu destino sozinhas. Ao virarem uma esquina, encontram um conhecido ou um amigo seguindo na mesma direção, imediatamente, dizem: “Nossa! Que coincidência te encontrar por aqui.” Porém, não foi apenas uma coincidência. Deus, sabendo do seu medo e do perigo que poderia estar correndo, colocou uma pessoa no seu caminho para lhe fazer companhia.”

Sei que muitos acreditam que todos estes acontecimentos sejam meras coincidências. Sei que não posso convencê-los do contrário, entretanto, parem por um minuto e vejam quantas coisas extraordinárias nos acontecem, quantas vezes pensamos que tudo estava perdido e algo ou alguém surge do nada para nos provar o contrário ou quantas vezes as coisas não nos aconteceram por um triz...

Não é possível que tudo passe de mera coincidência...



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Quero esquecer esse dia!



Vou dormir
Não quero me lembra desse dia
Não quero sorrir
Não sinto alegria

Hoje deu tudo errado
Tenho até vontade de chorar
Meus planos foram todos frustrados
Esse dia tem que acabar

Meu coração está pesado
Sinto uma vontade imensa de fugir
O céu sobre minha cabeça está nublado
Pareci que todos se viram contra mim

Quero dormir para esquecer de tudo
Quero esquecer desse dia
Se for possível quero esquecer do mundo
Que tem arruinado minha vida
Quem sabe amanha eu acordo com alegria.


terça-feira, 26 de agosto de 2008




Recorri à nossa constituição antes de iniciar este texto, e não poderia ser diferente, pois se estamos falando de poder judiciário, temos que ter em mente as leis que o norteia e dá base para seu juízo.


CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS

Art. 6° São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 26, de 2000)


Ontem à noite, assisti uma reportagem, na TV, que me deixou perplexa! Creio que muita gente assistiu e pode ter ficado assim também. Uma família de catarinenses, pobre à miséria, com instrução inexistente, com moradia precária, teve seus filhos menores tomados por ordem de um Juiz. As crianças foram encaminhadas para abrigos à menores, sob a argumentação de que a família não tinha condições de cuidar: dar saúde, educação, alimentação digna, moradia condizente, com o que seria necessário para que pudessem cuidar de seus próprios filhos.
Na hora, senti tristeza por aqueles pais, simples e desventurados, que tinham sido humilhados diante de uma cidade inteira, mais ainda que a própria situação humilhante em que viviam, de miséria, e que não escolheram. Comecei a refletir na atitude do juiz: será que ele estava com a razão, por interferir desta forma no seio daquela família? Ou ele poderia ter tomado alguma outra atitude?
Foi daí que resolvi pensar à luz da lei. Lei magna, a que vale de fato! São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma da Constituição! Pronto! Está aí a resposta que precisava. Parece que o Juiz só pensou nos direitos sociais das crianças, mas me pareceu que a constituição garante os mesmos direitos aos pais. Se eles tivessem merecido, antes, a tutela de um juiz que os defendessem em seus direitos sociais, poderiam ter tido melhor sorte e dado as condições para que seus filhos não viessem a ser privados também.
É notório, que todo mundo parece querer salvar as criancinhas, e estão certas em querer assim, mas passa-se uma borracha no passado e esquece-o? Então o Estado pode assumir as criancinhas agora, mas não cuidou delas antes, porque? Porventura os pais de hoje não foram as crianças de ontem, que não mereceram os tais direitos sociais, garantidos na constituição?
Parece-me, que só pensar nas crianças não seja o mais justo. Se os pais estão na situação que estão, não podemos ignorá-los e jogá-los fora, como bagaços descartáveis. Foram e continuam sendo desamparados e humilhados, como conseqüência de um passado mal tratado e com perspectivas de um futuro pior ainda, agora sem os filhos.
O que me chocou mais, nesse fato, é que essa é apenas uma família, de gente de bem, que teve a infelicidade de ser ignorada pelos poderes, inclusive o judiciário, e permaneceu pobre, sem saúde, sem educação, sem nada...Quantas mais existem no Brasil em condições iguais ou ainda piores?
Mais ainda, se a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados são direitos sociais, então é responsabilidade do Estado! Porque o juiz está cobrando essas condições, aos filhos, dos pais? Posso pensar que ele está aliviando o Estado e jogando responsabilidade em ombros alheios?
Mas, quem sou eu para discordar de um Juiz! Ele deve ter razão...! Mas, ficou esquisito...!



sábado, 23 de agosto de 2008



Aprendi que se aprende errando... Que crescer não significa fazer aniversário... Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem... Que amigos a gente conquista mostrando o que somos... Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim... Que quando penso saber de tudo, ainda não aprendi nada... Que a natureza é a coisa mais bela na vida...Que amar significa se dar por inteiro... Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos...Que se pode viajar além do infinito...Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde...Que dar um carinho também faz...Que sonhar é preciso...Que se deve ser criança a vida toda...Que DEUS não proíbe nada em nome do AMOR...Que o julgamento alheio não é importante...Que o que realmente importa é a PAZ interior...E finalmente, aprendi que não se pode morrer,PARA SE APRENDER A VIVER



domingo, 17 de agosto de 2008

Sem Inspiração...


- Como escrever se não me vem à inspiração?
Abro, fecho, levanto, sento, suspiro!
E ela não vem.
Medito, penso me esforço.
E ela não vem.
Leio rabisco, pesquiso insisto.
E ela não vem.
Chegou! Agora vai, sento medito rabisco.
-Filhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
- Espera! Já vou só um pouquinho...
Ah! E agora? Escapou...
Logo agora que começara a escrever.
É difícil quando se tem que atender a,
A minha mãe que está esbravejando pra que eu arrume o quarto
Meu pai e minha mãe
É um paralelo de conversas e indagações,
O telefone toca, alguém a minha procura
O MSN me chama, algum amigo que quer conversar,
Desculpe está chamando... Já volto.

Aos amigos que me tem cobrado um novo texto, peço desculpas em desapontá-los, mas tão logo eu consiga colocar as idéias em ordem eu volto.

terça-feira, 8 de julho de 2008

QUEM PAGA O PATO??????

Não gosto de assistir a noticiários, por vários motivos, e dentre eles está que rarissimas são as vezes que noticiam algo bom, agradável, estimulante. É só tragédia, escândalos, dossiês, c.p.i's e agora a bola da vez é a inflação e a tal da lei seca, que já encheu a paciência de muita gente por aí.

Mas uma coisa não posso negar, é uma ótima maneira de entrar no grupo dos inconformados, "emputecidos", stressados por tanta injustiça, conformismo, falta de escrúpulos, de vergonha na cara, de respeito e preparo de muita gente por aí e uma excelente maneira de nos fazer lembrar todos os dias o quanto precisamos está de "olho em pé" e de "orelha aberta"....

Uma das coisas que essa semana já atingiu a cota, é o despreparo da polícia...não falo apenas as das grandes capitais, mas do país como um todo. O caso da Engenheira de Produção que voltando de uma festa ao sair em alta velocidade de um túnel foi "talvez" alvejada pela viatura que fazia ronda na saída do túnel, ao confundí-la com marginais fazendo-a perder a direção e cair ao lado do viaduto, e o pior que talvez os "poliças" pra encubrir a merda que fizeram sumiram com o corpo, já faz quase um mês e ninguém acha.

O caso do policial que matou um comandante da própria corporação...o caso do policial que matou um adolescente na porta de uma boate... e o estupendo caso dos policiais que alvejaram um carro de uma mulher que se vendo no meio de uma perseguição policial encosta seu carro para evitar o perigo, mas que é pega de surpresa por 2 policiais e 15 tiros e temendo por seus dois filhos, joga a bolsa do bebê para mostrar que não eram bandidos e em um ato desesperado que só quem é mãe sabe, abre a porta do quarto e se joga no chão para que parem de atirar, mais mesmo assim não pode salvar a vida do filho que morreu no hospital.

A indignação do pai ao falar com os repórteres é de doer, é o grito de um pai, de um cidadão que se vê vítima de um sistema que não está nem aí para o que ele sente, ou o que o filho dele sentiu, ou o que a mãe sentirá daqui a alguns dias no aniversário do filho que não mais está entre eles...

É triste...é comovente...é de se pôr no lugar...e se perguntar o que fariamos...se fosse com a gente?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Não podemos reclamar

Hj eu estava olhando meus e-mails e cliquei em um que parecia interessante. Tratava-se de um e-mail recomendando um vídeo do Youtube, cliquei no endereço e fui verificar do que tratava o filme, fiquei tocado por ele. O vídeo mostrava um rapaz que tinha paralisia cerebral, o pai resolver dar uma alegria para ele e levou-o para competir em uma prova de Ironman junto com ele. É lindo ver a felicidade do rapaz com aquele momento, uma verdeira prova de amor do pai pelo filho, muito tocante mesmo. Depois de ver o vídeo eu pensei: Será que nós não reclamamos demais da vida? Tudo bem que as vezes nós somos injustiçados e sofremos com a maldade de algumas pessoas, mas nós reclamamos sem pensar que existem pessoas que têm muito mais motivos para reclamar e não o fazem. Pessoas que nasceram com deficiências, que desejam ser "perfeitos", desejam ter uma perna de verdade ou um braço perfeito ou curar qualquer outra deficiência que tenha, mas estar vivo para eles é uma dádiva maior, mesmo que Deus não tenha feito eles por inteiro. Em um dado acidente uma professora perdeu alguns membros, ela tinha tantos motivos pra reclamar, mas não o fez, pois no mesmo acidente um rapaz morreu. Então pensem: Não estamos reclamando demais das nossas vida? Elas realmente são tão ruins assim?

http://www.youtube.com/watch?v=ryCTIigaloQ - Esse é o link para o vídeo no Youtube.

terça-feira, 17 de junho de 2008

NOVA FASE

Desfruto de um momento da vida deveras indizível. Me contradigo a todo o tempo e me parto em pedaços quando tento me remontar. Talvez estar inteira não seja mesmo o que eu quero, caso contrário, não seria ambígua com tanto gosto. Me parece insano o modo como as coisas rumam, visto que fogem ao meu controle tomando de mim também a sanidade. Serena como nunca fui, observo apenas as ondas que batem na areia e o modo como a arrastam dentro de si para o mar e, confesso, me sinto como tal. Não posso conter todas as partes que o mundo me leva e as deixo apenas tornarem-se cicatrizes memoriais. Nos olhos ao redor eu vejo o total desentendimento de minhas palavras e sendo assim, quase parecem vãs. Quase parecem. Decerto são inúteis, considerando seu objetivo incompleto, mas nunca vãs. Acho graça de certas coisas, nessa fase, tomei gosto por analises. Coloco-me então a analisar: Muitas coisas acontecem, muitas pessoas passam, coisas se movem e retornam, mas qual é a diferença no fim? Eu ainda sou a mesma e a mesma que eu sou tenta incessantemente mudar o mesmo que me cerca. E me perguntas o que eu penso agora, como se esquecesse que o não mais o faço desde que deixei de viver e, pra sempre, me programei.

domingo, 1 de junho de 2008

EU

O que me fortalece:
Esperança no olhar.

O que me entristece:
A orfandade da juventude.

O que me emociona:
Uma conquista difícil.

O que me incomoda:
Os gritos de espíritos vazios.

O que me faz refletir:
A verdade.

O que me amedronta:
A dúvida.

O que me consola:
Sentir a presença de um Pai celeste.

O que me perturba:
A morte.

A maior dor:
Não possuir o que se ama.

O que me deixa feliz:
Amor gratuito.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A "quem possa interessar"



Cada um escolhe a maneira como quer viver.
Nada contra aquele que mente pra
conseguir o que quer.
Nada contra aquele que se engana
pra estar feliz com a vida que tem.
Nada contra aquele que finge não ter problemas
e se mete na vida alheia.
Nada contra aquele que faz de conta que não
sofre, que não chora, que não sente falta,
só por conveniência ou por vergonha de assumir
que errou, se enganou...ou se deixou enganar.
Juro! Nada contra ninguém!
Mas eu voltei a viver do "meu jeito".
Não vou mentir...descobri que sou péssima nisso
e acabo falando a verdade.
Não vou nunca me meter na vida alheia...além de não
ter nada com isso...é uma questão de educação.
E jamais vou me enganar pra tentar ser feliz.
Um dia fiz uma escolha...mentir pra todos, (inclusive
pra mim).
Mas descobri, que era mentira demais...traição
demais por tão pouco.
Então tive que fazer minha ultima escolha...falar
a verdade e aguentar as conseqüências.
Falei...aguentei...sobrevivi!
E de uma forma verdadeira...realista.
Não tenho que fingir que nada aconteceu...isso não
vai me tornar superior.
Não preciso mostrar que estou ótima...sei que
alegraria a poucos.
Não me importo que saibam que ainda machuca...que
se divirtam os infelizes maldosos.
Mais nunca mais me deixo atingir, sem revidar.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

QUE SACOO !!!!!!!!!

O caso Isabella já está enchendo o saco. Dureza? Grosseria de minha parte? Insensibilidade minha? Nada disso. É a verdade nua e crua. Depois do caso João Hélio, quando a crueldade foi muito maior e mais prolongada, as emissoras de tevê perceberam que assassinatos de crianças da classe média rendem audiência e passaram a faturar em cima do assunto.Se não é isso, por quê então o "Fantástico" dividiu a entrevista com o pai da garota, em duas partes ? Pura e simplesmente para faturar mais e mais depressa. O Datena, Datena, Datena, fez intervalos, intervalos, intervalos, para repetir, repetir, repetir, fatos mais que repisados no assunto. Motivo? Publicidade daquela maravilhosa câmera que filma, fotografa, grava, verifica a pressão, faz sanduíches, serve cafezinho, baixa músicas, permite oitocentos minutos de gravação de voz e custa apenas trezentas prestações de não sei quantos reais financiados pelo Banco Do Brasil.

As outras emissoras perceberam o potencial financeiro e acompanharam a líder de audiência. Querem também faturar em cima e ficam repetindo o dia todo o caso como se realmente houvesse alguma novidade. Porém NÃO EXISTEM NOVIDADES. Eles fingem que tem para render o assunto o máximo possível e faturar em cima do pobre cadaverzinho.

Se Isabella fosse uma negrinha da favela, uma pobre coitadinha da classe D, o assunto nem ao menos teria sido noticiado na tv. Ou teria sido mencionado "Au passant" se sobrasse 1 minuto vago em algum noticiário. Mais ela, Isabella, era neta de advogado. Era filha de uma classe média. Era enteada de uma moça da classe média. Por isso o potencial dela é bom pra render muito assunto e conseguir boa audiência. Afinal de contas o Brasil é quase todo habitado por gente da classe média. Por isso as tvs estão fingindo de comum acordo,que esse é um caso misterioso. Um caso que exige um Hercules Poirot da Agatha Cristie para desvendá-lo. Tudo em nome do faturamento, Desavergonhadamente. Ou Isabella Nardoni a única criança assassinada em nosso país nos últimos trinta dias?

Daqui a pouco descobrirão que o porteiro do prédio, na falta do mordomo, foi o culpado. Ele teria visto, pelo circuito interno, que Alexandre Nardoni deixou a filha sozinha, foi até a garagem buscar o restante de sua enorme família, calculou que daria tempo de se divertir, arrombou a porta do apartamento, matou a menina por sufocamento, jogou-a da janela do sexto andar e voltou correndo para a portaria com cara de inocente.

Como qualquer pessoa que tenha sensibilidade e que saiba dar o devido valor à vida humana, senti imensamente o assassinato da infeliz garotinha, da indefesa menina, mas, sinceramente, acho que as tvs ainda não se tocaram que já ultrapassaram todos os limites da paciência humana. Pela manhã, à tarde, à noite, o assunto é Isabella. E o terceiro mandato de Lula? Será que enquanto isso ele não está sendo engendrado lá no covil dos..., digo, lá no Senado?

Tal tática era usada pelos Césares há muitos séculos atrás.

terça-feira, 22 de abril de 2008

E aí, como foi o feriado?

O primeiro dia depois do feriado é sempre, no mínimo, curioso. O sujeito chega ao trabalho e de cara ouve a pergunte culminante: “E aí, como foi o feriadão?”. Será que as pessoas não percebem que esse tipo de pergunta é evasiva? E se o feriado foi um desastre? Tenho que compartilhar tudo que me aconteceu? E se foi bom, sou obrigado a falar de todas as minhas emoções? A questão aqui não é ser mal educado ao ponto de não responder a uma singela pergunta do colega, mas a de ter liberdade de guardar para si os acontecimentos do seu final de semana. Quando este tipo de pergunta lhe atinge, querendo ou não, você se sente na obrigação de redargüir. Se optar em falar um simples “não lhe interessa”, será taxado de grossa.

Possível diálogo fútil 1:

- Oi, Roberto!
- Oi, Carla.
- Ai, nem te conto, meu feriadão foi muito bom! Tenho várias novidades! Sabe o teu amigo... Aquele...
- O Beto?
- Isso, o Betinho...
- Aí, achei ele um gato, sabe. Encontrei com ele sábado lá no clube...
- E daí?
- E daí que ele pediu meu telefone, e marcamos de sair no próximo final de semana!
- Que interessante...
- O que é interessante?
- Essa tua felicidade por causa do Beto.
- Vocês brigaram?
- Claro que não, ele é meu melhor amigo.
- Você ta estranho, como foi teu feriadão?
- Não lhe interessa.
- Ui! Grosso! Deita e acorda de novo, bicho do mato!

Nesta situação, Roberto ficou de antipático, só porque ele não quis comentar sobre seu feriadão. Mas onde está escrito que ele deve contar sobre seus acontecimentos de final de semana? O “não lhe interessa” é um direito que possui. Não poderia ser chamado de grosso ou “bicho do mato”, no entanto, isso ocorre corriqueiramente.

Por outro lado, há aqueles que são mais pacientes e acabam respondendo de forma resumida.

Possível diálogo fútil 2:

- Bom dia, Renata!
- Olá, Afonso!
- Tudo bem?
- Tudo. E com você?
- Tudo ótimo, meu feriado bombou!
- Ah, que bom...
- E o teu como foi?

(uma breve pausa)

- Ah... Sem grandes emoções... Foi normal.

(teu colega pode ser daqueles chatos que insistem, neste caso, o diálogo vai mais além).

- E esse normal é bom?
- Ai, normal é normal. Nem bom nem ruim.
- Ah, mas não tem nenhuma novidade mesmo?

(Agora a paciência está chegando ao fim)

- Não.
- Você não parece ser uma mulher de poucas novidades, tenho certeza que andou beijando neste findi. (O cara é realmente chato e quer dar uma de ‘amiga’, ou galanteador).

(o fim da paciência)

- Ai, Afonso! Não começa! Se eu tivesse alguma novidade eu te contaria, ok?
- Tudo bem.

Aqui, Renata possivelmente passará a imagem da mulher na TPM, ou a mulher sem sexo. Quando, na verdade, ela pode fazer sexo três vezes por semana e ter saído da TPM há 72 horas. Todavia, ela tem a livre escolha de não expor nada sobre seu feriadão. Por que isso é tão difícil de entender?

O terceiro e último possível diálogo, seria aquele em que ambos acabam conversando sobre o que fizeram no feriadão. Na prática, sabemos que isso não é uma verdade completa, embora seja comum ocorrer. Não se sabe ao certo se os dois possíveis interlocutores estão com vontade de contar suas novidades, eles podem as compartilhar por inúmeras hipóteses: precisam de um conselho; querem desabafar com o primeiro ser que encontrarem; desejam demonstrar uma falsa simpatia ao perguntar algo que não necessita ser perguntado, ou responder algo que não custa rebater ao infeliz que perguntou.

Por mais que este assunto lhe soe estranho ou fora de questão, ele é real. Hoje, ao chegar a sua escola, a sua faculdade ou ao seu emprego, com certeza lhe perguntaram sobre o feriadão.

As pessoas têm que entender que há dias em que você não quer falar sobre seus acontecimentos. Porém, há também os dias em que você não quer parar de recitá-los verbalmente. O que deve ser exercitado é o bom senso, o olho crítico e observador. Antes de perguntar alguma coisa a alguém, preste atenção na situação, no lugar e no momento, só depois pergunte. Você não pode adivinhar que tal fulano não quer falar, mas pode tentar entender o porquê do fulano estar quieto. E para isso, não necessitamos indagar. Devemos apenas ser mais cautelosos, não só com os outros, mas com nós mesmos.

O mais perpetuante ou hipócrita disso tudo, é que eu sou uma das pessoas que pergunto sobre as novidades do feriadão. Mais não pertenço àquele grupo que contam suas novidades aos curiosos que perguntam.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ao meu anjo da guarda

Olá anjo meuQuanto tempo que estivemos afastados, lembro que era já um pouco crescida quando eu te esqueci, talvez por varios motivos, um larguei as minhas bonecas e não podias mais brincar comigo. Outro deixei de pedir conselhos pensando que era muito crescida para isso, senti a tua tristeza e a tua saudade mas a ignorei com o tempo sem importar de ter magoado.Quando crescemos pensamos que não dependemos de ninguém, já caminhamos sozinhos, sentimos muito crescidos e totalmente independentes dos outros, engano meu que cruel engano meu...Lembro ainda das nossas conversas, do que ria-mos os dois, dos teus conselhos que entravam direito no coração, somente tu tinhas o dom da palavra e confortavas quando eu chorava pelas minhas asneiras e explicavas que tinha sido menina mal comportada.Eras tu que me enxugavas as minhas lágrimas, fazias eu sorrir com as tuas histórias de anjos e suas tropelias, aquele teu abraço cheio de luz e amor, que somente tu sabias dar, agora sinto a saudade bem apertada no meu peito.Meu Deus quanto eu daria para poder sentir-te de novo ao meu lado, sentir o teu calor e todo aquele amor que me fazia a criança mais feliz do mundo, escutar as tuas histórias que me explicavam o bem e o mal, sempre eu sabia como caminhar e olha para mim hoje...Hoje sinto a falta de ti dos teus conselhos, talvez tenha seguido por trilhos da vida pouco seguros mas sei que estavas a observar e pronto ajudar caso eu caisse mas será que merecia essa tua ajuda? Talvez sim ou não pois te esqueci.Hoje mergulhei no meu passado, tirei fora da minha janela, a desilusão e lembrei de ti somente na minha tristeza, e te encontrei bem escondido no fundo do meu baú, vi os desenhos que ajudaste a desenhar, os poemas que me ajudaste a escrever e chorei triste de tanta saudade.Agora eu vou recuperar a tua amizade, pedir a Deus que envie a ti para bem junto de mim, deixar matar a minha saudade e ajudares a ser mais um pouco feliz.Antes de ir dormir eu te vou chamar, para dares um beijo em minha testa, sentir a brisa de Deus em minha vida com a oração que meu coração vai ofertar.Boa noite meu anjo da guarda....

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Tentando ser Eu

Penso que ela espera algo de mim, mas não sei bem o que é.Ela exigi coisas estranhas, exigi que eu seja a mais bela das mulheres, a mais inteligente, a mais capaz.Não quero ouvi-la, quero ser aquela menininha frágil, aquela com vestidinhos simples a espera do tempo. Não quero deturpar meus valores para que ela me aceite.Não quero deixar para depois minhas lágrimas, porque ela exigi meus sorrisos.Não quero fazer plásticas, porque pra ela a velhice é inaceitável.Não quero vestir as melhores roupas, porque pra ela, aparência é fundamental.Ela faz parte da minha vida, influência nas minhas decisões, às vezes decidi por mim, não porque sou fraca, mas porque diversas vezes ela é mais forte que eu.Eu faço parte dela, ela, faz parte de mim.Fico a pensar... o que será de mim?
"Sociedade!"

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Em Processo de Aprendizado

Existem verdades e verdades... mas será que existe uma verdade absoluta? Vai saber...Na minha opinião, verdade, é aquela que funciona para você em determinada situação ou circunstância. O que hoje nos parece ser certo do ponto de vista moral, pode não o ser, se visto por uma outra ótica. Como saber a diferença então? Bem... não sei responder. Acertar é o objetivo, mas errar, também faz parte do processo de aprendizado. Quem esquece os seus erros, está fadado a repeti-los. Errar é preciso. Errar é necessário. Sem o erro, não há crescimento ou experiência acumulada. Escolher entre o certo e o errado, é um ato de Fé, uma questão moral e de difícil interpretação. E as conseqüências dessa decisão (sejam boas ou más), lhe acompanharão por muito tempo. Portanto, procure tomar as suas decisões ciente de como ela irá afetar a sua vida e as vidas daqueles que estão ao seu redor. Dê os seus passos sem ter medo de cair... cair, é só mais um passo da caminhada... essa longa caminhada feita de decisões que podem mudar tudo no espaço de um nano segundo. Quando se percebe que errar não é só falhar, mas também tentar, perde-se o medo de prosseguir. A criação não nos fez perfeitos... por isso, temos a chance de evoluir... de aprender com os nossos erros. Um velho ditado popular diz que “A voz do povo, é a voz de Deus”. O que me faz lembrar de outro ditado igualmente popular: “Errar, é humano”.

É...

A humanidade devia se ouvir mais as vezes.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Amigo

Quisera ser escritor e deixar aqui palavras que entrassem por você e chegassem a seu coração.Mas, mesmo sem o ser, vou redigir algo que, penso eu, o fará refletir sobre o acontecido.
Amigo a gente não acha perdido na rua, ou não vem embalado pra presente e nem tão pouco o compramos. Nem, também, são prêmios que ganhamos por bom merecimento.Amigos são partes de nós que conquistamos ao longo de nossa jornada.Muitos se largam, se desconhecem, se odeiam. Mas estes não são considerados amigos, embora muitas vezes possam até ser irmãos. Vejo nossa caminhada por bons kilometros, juntos e amigos. Fica difícil entender o que fez com que você saísse de meu caminho, ou que permitisse que eu saísse pelos atalhos. Se errei em algum ponto, me faça retornar e seguir na mesma direção que você. Mesmo que queira seguir sozinho, deixe-me acompanha-lo em seus passos, pois, amigos verdadeiros, mesmo que não estejam presentes, fazem parte de nós mesmos e podem nos cuidar quando corremos perigo, ou estamos em apuros, ou, simplesmente queremos uma mão pra segurar.
Não quero julgar seus atos e entender que está sendo leviano ou deixando de amar-me. Não acredito que uma pessoa maravilhosa como você, possa agir dessa forma por si só. Talvez levado por outras pessoas, ou deixando de ouvir seu coração. Mas não você, esse ser que aprendi a amar como meu irmão. Deixo em suas mãos a decisão, de qual caminho quer seguir, mas saiba que, mesmo que escolha ir adiante e sozinho, levará consigo o que há de mais precioso pra mim. Minha amizade e parte de meu coração. Só não o dou inteiro porque, no tempo em que ficar esperando sua volta, vou usar essa parte que restou, para amar ainda mais você.
Pra você que é tão especial em Minha Vida!!!

domingo, 6 de abril de 2008

Anjo isabella

Tudo, absolutamente tudo ficou pequeno quando soubemos do possível envolvimento do pai e da madrasta com a morte da pequena Isabella.Nem mesmo Suzane Louise von Richthofen que cometeu os crimes de matricídio e parricídio, pessoas que a trouxeram à vida, supera um pai matando uma filha, uma garotinha de cinco anos de idade, talvez a mais bonita realização de um homem...Compreender essa tragédia é como tentar compreender Deus... É impossível, vai além da nossa capacidade cognitiva.
Ao vermos a noticia temos o enorme desejo de tudo não passe de mera fantasia de todos os cidadãos brasileiros...Que aquilo realmente não está acontecendo e que logo a policia revelará um terrível engano e que a garotinha aparecerá linda em sua bicicleta..Sorridente...Afinal é tudo uma enorme contradição...O homem que a defenderia, que daria tudo o que ela precisasse para se tornar uma bela mulher dotada de um espírito grandioso a mata, tira a possibilidade de vida e a nossa crença em um mundo melhor.
Mas não...Tudo é real, e junto com ela morre a esperança de todos nós de que o amor seria a "força motriz" que resgataria os outros sentimentos e valores hoje esquecidos em um mundo tão cruel.
O amor morreu como Isa, atirado de uma janela do sexto andar de um prédio e esmagado com o choque da realidade...Nosso sentimento maior vai além de responder os "porquês" e "quem", mas revela nossa incapacidade de sermos humanos e de dispor dos mais belos sentimentos.O que nos resta agora?Se o maior amor, o de pai para filha, foi brutalmente assassinado, o que a humanidade é capaz de fazer?O que seremos daqui a diante?
Esperamos justiça e pedimos a Deus que o pai seja inocente pois não conseguiríamos viver com isso e que nossa pequena esteja bem.

Meu novo mundo

Acabei de criar um mundo próprio, só meu, nele vivo feliz nele me tornei rainha.Proibi sofrimentos, acabei com as fábricas de lágrimas, expulsei de meu reinado o que restava da saudade.
Nem pensar em solidão, aqui existe vida em abundância e sem ficção, as canções são entoadas por arcanjos que despencam da imensidão.As flores deste meu mundo, são cultivadas com amor, não se permite destruir botão em flor, e por certo, o perfume que exalam é uma forma de gratidão.
O cantar dos pássaros, embelezam meu torrão, verdadeiro presente dos céus para o meu coração.Os rios que cruzam toda a extensão da minha vida são turbulentos, e por onde passam, apenas espelham a lua e as estrelas do firmamento.
Este é o meu novo mundo, desconhecido de todos, sem estranhos dialectos, sem mágoas, sem desafectos, sem palavras sufocadas, nem escondidas no tempo.
Meu velho mundo http://www.mari_gabizinha.uniblog.com.br/