segunda-feira, 30 de março de 2009

Faxina



Eu não sei porque o céu é azul, pode parecer tolo e meio sem graça, mas eu não sei mesmo. Tenho tantas perguntas em mim que por vezes mal consigo distinguir minhas exclamações; talvez me perca nos detalhes de uma simples revoada de pássaros, num grito, no silêncio, sei lá... Ontem, quando cheguei em mim, fiz uma faxina geral em todos os cômodos dessa minha louca e infame-santa existência. Fiz questão de não empurrar nada pra debaixo do tapete, mas não escondo que alguns cantinhos empoeirados me vencem pelo cansaço.

É preciso ficar horas com um paninho limpando os cantinhos com muito cuidado e paciência, confesso descaradamente que fujo dessas aberrações animalescas que me fazem impura. Falta-me coragem pra cutucar os cantinhos, desmontar minhas mascaras, meus móveis interiores e limpar cada detalhe. Na maioria das vezes que chego em mim, estou empoeirada e desarrumada, protelo grandes mudanças e me agarro a projetos existenciais utópicos e anestésicos que me receitam uma engoda sensação de sonhos e melhorias absurdamente fantásticas. Nestes momentos chego a tocar o céu, sou perfeita, insanamente intocável porque meus projetos são grandiosos, mas alguns dias ou mesmo horas depois o vento forte entra e faz as poeiras dos cantinhos sujos se espalharem por mim e novamente me encontro desarrumada e todo teatro hipócrita que montei ao longo dos anos recomeça.

Ouvi uma musica que diz: “Eu não consigo ser feliz o tempo inteiro...”, seria meio louco afirmar que sou a única que se encaixa nisso, mas minha propensão a viver sorvendo o que o vento me traz, faz com que eu não limite as indagações e exclamações que se misturam e causam um vendaval em cada pedacinho de mim. Não sou feliz o tempo inteiro, não sou triste o tempo inteiro, e pra falar a mais pura verdade, não sou eu mesmo o tempo inteiro.

Posso morrer de sede num oásis, posso me saciar num deserto; sozinha na multidão e cercada por muitos quando estou só. Confuso? Talvez seja mesmo, ando tropeçando em meus caminhos e desesperadamente buscando algo pra segurar bem forte só pra ter a certeza de que a brisa não me arrastará pra longe de mim.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


Sempre aprendi com as tempestades. E, quando as tormentas abatem, o que nos resta é aproveitar aquela água toda. Matar a sede. Acabar com os incêndios internos. Abrir uma fonte pública. Tentar transformar as nuvens. Até que, enfim, um arco-íris possa luzir no céu da alma.


Há dias em que tudo o que não esperamos bate à porta. E você, que não pensava mais em repetições, se vê em meio a uma projeção de fatos que já aconteceram. O jeito, então, é dar um final diferente aos desejos e medos. Cobrir de coragem a mente. Abrir a marcha. Tomar as rédeas do "destino".


Fechar os olhos. Desatar os nós. As coisas são difíceis mas nunca indissolúveis. Para todas as substâncias há um solvente. E tudo encontra solução.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O país da piada pronta

Extra, extra, gato chamado Billy recebe bolsa família!!!
Além de ser cadastrado no programa o gato tinha até cartão magnético...qual seria a senha dele?...’’rato’’ - talvez!! Conhecemos gatos pretos, rajados, brancos mas é a primeira vez que vemos um gato laranja.Esse cidadão, pelo menos, pode dizer que tem um gato para puxar pelo rabo.
Hei, na casa dos meus tios tem dois boxer’s vou correndo fazer o cadastro...fica apenas a duvida: se o gato que pesa aproximadamente 1,5 kg recebia R$ 20,00 por mês, quanto será que vão receber os cachorros? Sim porque cada um deve pesar uns 30 kg...é a lei do ‘’vale quanto pesa’’.

Tava pensado até em tirar o CPF deles para abrir uma conta no banco e pedir uns cartões de crédito...mas, pensando bem não é uma boa idéia, vai que eles entram num petshop e acabam gastando horrores com roupas novas e comida variadas sem contar que depois meu tio terá de fazer a declaração de imposto de renda deles...melhor deixar quieto.

O Brasil é o país da piada pronta...e você que pagou um absurdo de IPVA, sabe o que vai acontecer? NADA!!!
Vai continuar quebrando seu carro nos buracos das rodovias, pois se quer andar em rodovia boa tem que pagar pedágio...e se achar ótima a rodovia pedagiada e por conta disso extrapolar na velocidade ainda receberá na sua casa, em no máximo 5 dias, uma bela multa, isso mesmo porque em rodovia bem pavimentada, bem sinalizada, com bons acostamentos não se pode correr, só nas esburacadas, quanta competência.

E você trabalhador que para aumentar a sua pequena renda faz umas horas extras, trabalha até mais tarde, abdica do final de semana com a família em prol da empresa e do seu viver agora também terá uma surpresa, o seu sócio( o governo) também irá tributar os extras...não é uma maravilha esse nosso país? (kkkkkkkkkkkkk só rindo mesmo).

E só pro curiosidade, vocês sabiam que nossos parlamentares são ressarcidos em todos os gastos que eles tem com saúde incluindo remédios, bastando para isso apenas apresentarem as notas fiscais...imaginem vocês o rombo. Tem parlamentar tomando viagra no café da tarde e depois compra latas de gelol em spray para passar no pulso a noite e no povo vai sem vaselina.

Tem um benefício chamado ajuda gás e eu tenho um conhecido com problema de gazes...será que ele pode receber o benefício? Perguntar não ofende né!?!?!?!?!?!?!?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Eu só queria saber


Eu só queria saber
porque todo motivo tende a ser...
A conseqüência, a causa de um querer.

Eu só queria saber, porque queremos...
Sempre o que não conhecemos ou (infelizmente)...
Ter,...,não podemos.

Eu só queria saber, porque sempre perseguimos...
O desconhecido, o não sabido, o escuro, o escondido...
E muitas vezes encontramos junto a nós, o sentimento mais bandido.

Eu só queria saber, porque não conseguimos fugir...
Porque não conseguimos mentir, nem omitir nada sobre isso...
E sempre que queremos, sempre alguém não quer e não há o compromisso.

Eu só queria saber, porque nos encontramos nesse ciclo vicioso...
Fechado, sem volta e com só uma saída...
Que as vezes achamos logo..., ou levamos toda a vida.

Eu só queria saber, porque não encontro respostas...
Para as perguntas, para todas minhas incógnitas...
Talvez porque procuro fora. Por que tem que ser assim?
E por que não olho fundo? Um pouco mais, dentro de mim...

Eu só queria saber, um pouco mais de você, um pouco mais sobre mim...
O quê preciso falar, o quê preciso pensar...?
Pra onde devo correr, e o quê devo fazer pra trazer você aqui...?

Eu só queria saber...


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Desculpas



vim aqui para dizer que como prometido, feito cobra, troquei de pele e estou seguindo em frente.
Estou com o coração machucado, a mente confusa mas minha alma em paz.

Passei a semana pedindo perdão e quão sinceras eram as minhas desculpas.
Eu passei a semana quase sem dormir, quase sem comer, como se o que me alimentasse fosse a esperança de ser perdoada.

Inúteis tentativas.
Fui buscar num olhar algo que abrandasse minha dor e só encontrei indiferença.
Encontrei um olhar que queria se ver vazio de mim.

Ao invés de encontrar quem eu queria, encontrei um desconhecido que me ofertava mentiras com tanta convicção que qualquer um acreditaria. Mas não eu. Não mais.

Não tive o meu pedido de desculpas aceito, não recebi dele o devido respeito.
Perdoada não quero ser mais.
Pois hoje consegui enxergar, que meus erros foram tão mínimos diante dos dele, que ele nunca conseguirá se desculpar.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O que comemorar no natal?

Nesta noite de natal me fartei da melhor comida, dei risadas com pessoas queridas, brinquei com a troca de presentes, observei maravilhada as crianças brincando com os novos presentes.Lindas roupas novas que muitos vestiam, que muitos ganharam. Tudo muito bonito.
Sob a árvore de natal, cheia de luzes,muitos presentes repousam, aguardando os agraciados,e o tão aguardado amigo secreto.
As carnes estavam magníficas, minha tia acertou a mão mais uma vez. Fruta,muita comida e sobremesas ainda ocupam espaço na geladeira.
Mas nesta manhã a culpa, a tristeza: e aqueles que não tiveram presentes, não tiveram ceia, ou sequer têm um teto sobre suas cabeças?
O que comemorar no natal?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

" Cansada "



Estou cansada de ser ingênua.
Saturada de acreditar que as coisas vão mudar.
Cansada de ser passada para trás.

Sei que a vida é uma só, sei que todos nós estamos sujeitos a errar e acertar, mas a luz está se apagando e eu não estou conseguindo respirar.
Está ficando difícil me manter de pé, quando algo tenta me derrubar!

Quero fazer perguntas, mas não quero saber as respostas.
Quero me preencher, mas não quero admitir que há um vazio.
Quero procurar, mas não quero encontrar.
Quero fugir e ao mesmo tempo ficar.

Estou cansada de incertezas.
Saturada de crises existenciais.
Cansada de tentar entender essas fases.

Sei que é crucial passarmos por determinadas situações, para que possamos nos desenvolver, aprender e crescer, mas o frio está congelando e eu não estou conseguindo me mover.
Está ficando difícil continuar, quando eu mesma ato as minhas mãos.

Estou cansada de não saber como agir.
Saturada de estagnação.
Cansada de querer explicação.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O gigante caiu



Não conseguiu mais suportar o peso absurdo de anos de estúpida ditadura, de descasos com sua grandeza ou mesmo de amadores bem intencionados, mas sem atitude ou um mínimo de organização e competência capazes de mantê-lo de pé. Há muito que balançava, oscilava como um equilibrista principiante na corda bamba, sempre por um triz, sempre a beira do abismo, sua queda era um mera questão de tempo. Como diz o ditado , a maior glória não é ficar de pé e sim levantar-se a cada vez que se cai e ele vai reerguer-se, mais forte, mais uno, mais coeso, mais transparente. Renascerá das cinzas como a Fênix, completamente renovado, livre de seus conflitos internos, da sujeira acumulada de anos de obscuridade, do ilícito, do duvidoso, do anti-esportivo, da mesquinhez, da empáfia, das vaidades, do egoísmo. Esse gigante doente tinha que morrer para dar lugar ao novo, ao inédito, a ligação de coração entre time e torcida, para reviver essa relação de amor que andava esquecida, não há amor sem dor e é nesta que ele faz valer sua magnitude. Chega de paliativos, de construir em cima de pilares podres, vamos começar do zero, colocar tijolo sobre tijolo, mas em bases sólidas, base de confiança, de verdade, de amor, vamos fazer um Vasco que a torcida merece e precisa, vamos gerar o verdadeiro gigante da colina baseados em sua linda história de conquistas e de pioneirismo, de quebra de preconceitos, de desbravar caminhos como o navegante que lhe deu o nome, Vasco da Gama. Vamos impulsionar nossa caravela para o topo, por vontade, por fé e não pelos grilhões rumo ao infinito, baseados nessa paixão inexplicável e desinteressada que pulsa em nossos corações. Vamos recolocar o gigante no pedestal que lhe é de direito, mas sem máscaras e mentiras, sem manipulações ilícitas, vamos vencer com transparência, suor e lágrimas. Vamos reconquistar o mundo e semear novos e renovados corações vascaínos.
Eu acredito.
Saudações vascaínas


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma folha em branco...

Uma folha em branco, pronta para ser escrita, assemelha-se a folha da vida.
Quando nascemos, nossas vidas ainda são como um papel em branco onde nós, ajudados por nossas mentes e destinos, escrevemos nossas histórias;amparados por nossos destinos e guiados por nossas vontades.
Antes do final da folha, podemos parar, respirar e refletir sobre o nosso papel escrito. Seja a história edificante ou problematizante, de repente, é possível escrevermos um final feliz.
Ao final da folha, nem sempre é possível verificar o saldo da vida: se após erros e acertos tudo o que fica é uma quantia positiva ou negativa...
Nem sempre é de grande valor preocupar-se com pequenas coisas. O importante nesta história já preenchida nesta folha que já fora branca, vazia como uma das definições de vento – que é o ar em movimento – é ser feliz!


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

COTAS




Chegou o final do ano, e com ele veio uma antiga guerra, esta de armas embutidas, onde cada um dos soldados tem seu estilo. Uns choram, porque ficam nervosos. Outros, ao ficar nervosos riem.

É meus amigos começo o tão temido Vestibular...

E quando se fala em vestibular e universidade não se pode deixar de falar sobre as famosas e polêmicas COTAS. Quando lerem esta crônica, de certo, dirão que estou falando do que não entendo. Como a minha complacência, confidenciarei que estão e estarão todos corretos. Mas sejamos amistosos: pode alguém, em são juízo, afirmar que é o dono da verdade? Honestamente creio que não...

Por ser este um tema tão polêmico e que da ibope, a mídia não perdeu tempo e estes dias escutei algo que me deixou um tanto abismada digamos assim, foi a leitura de um texto de opinião sobre as cotas para afrodescendentes nas universidades brasileiras. O leitor da página entremeava ao texto comentários indignados e se fazia de santinho de pau oco. Falava a respeito da qualidade da educação brasileira e dos destinos tristes das escolas públicas. Havia um tom indignado na voz do locutor. Referia-se aos alunos das escolas públicas que, segundo ele, só vão para a escola comer, que não sabem ler e nem escrever. Dava para notar, no correr de suas considerações em torno do texto lido, que fazia o velho discurso da burguesia, a mesma charmosa que deu um jeito bem engendrado de demolir a escola pública para construir o mito da escola privada, onde nem o céu é o limite.

Outro ponto tocado no tratamento da questão foi a qualidade do professor, como se houvesse uma fábrica de professores especiais para a escola privada e outra onde são fabricados professores genéricos para as escolas públicas. Professores e outros profissionais se comportam de forma ética e moral a depender de sua formação. Indivíduos que trabalham para a educação, a saúde ou outro setor qualquer e modificam suas atitudes de acordo com a administração de seus empregos, são apenas esquizofrênicos.

É uma lástima que tantos incompetentes se metam a dar palpites e fazer cabeças em torno da educação. É incrível como na propaganda do horário político aparecem candidatos que nada entendem do processo educativo e se arvoram a resolver todos os problemas aí existentes. O mesmo não ocorre com a medicina, com o direito. Médico é médico, advogado é advogado e professor é apenas uma palavra. E quem paga o pato ??????

Radicalizar é construir um caminho para o precipício. Há coisas boas e coisas ruins por toda parte. Há jovens problemáticos e jovens exemplares em qualquer rede de ensino. Não é preciso inteligência para saber disto.

Mas, seriam, por exemplo, alunos do Ensino Médio público os play boys dos postos de gasolina / selects? Seriam alunos pobres da periferia os freqüentadores de badaladas boates regadas a bebidas alcoólicas e mais outros aditivos? Seriam também os que correm em possantes carros nas avenidas durante as madrugadas de embalo sob as grossas vistas dos fingidos guardiões da “lei seca”? Foram alunos de escolas públicas os matadores das inúmeras Aídas Cury? E os alunos que passam noitadas em bares ao redor de faculdades ouvindo som pesado em malas ridículas de carros caríssimos, quem são?


Ainda dói em meu ouvido o enlouquecido argumento daquele profissional da comunicação alertando a sociedade quanto ao perigo das cotas e ao risco de se abrir as portas das universidades de tal forma a que possam invadi-las os brasileiros descendentes dos africanos e os pobres (neste caso não importa a cor) descendentes de qualquer povo. Isto o moço disse veladamente, mas entendi claramente.

Pois fique sabendo, seu defensor dos ricos e bem uniformizados, somos os primeiros donos de tudo que você consegue ver e tocar, inclusive esta emissora pública de radiodifusão que você usa para falar mal do seu patrão: o Povo.

Ah minha opinião sobre as cotas???
Entendo que a política de cotas nas universidades, para o ingresso de alunos negros ou mestiços, é uma espécie de curativo band-aid aplicado sobre uma ferida profunda, que requer um tratamento profilático, e não, paliativo.

Além de ser equivocada, por confundir pobreza com racismo, não resolve o problema da deficiência do ensino público no Brasil.

E, o que é mais grave, contribui para a queda do nível médio de qualificação dos profissionais brasileiros saídos das universidades para o mercado de trabalho, pois, independentemente da cor da pele, permite que alunos menos preparados tomem o lugar de outros com maior bagagem intelectual.




sexta-feira, 14 de novembro de 2008

UTOPIA



E se houvesse o dia em que as nações espalhassem o amor
Que as balas dos canhões fossem pétalas de flor
Que as bombas fosses sonhos adocicados
Que as armas fossem brinquedos
Que o amor superasse o ódio

E se houvesse o dia em que a injustiça não mais existisse
Que a tristeza da terra sumisse
Que o rancor desse lugar ao amor
Que a discórdia se convertesse em união

E se houvesse o dia que todos pudessem se abraçar
E as inimizades como uma mágica cessar

E se houvesse o dia em que todos se tornassem irmãos
Independente de raça, cor, religião
Que o aperto forte de mão selasse a concórdia entre as nações

E se houvesse o dia em que tudo isso existisse...
Neste dia, a terra se tornaria
Um grande céu...


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Indagações ?



Que fazer,
Se existe uma certa ‘’covardia’’ perante o novo e, a rebeldia que chora em silencio lá dentro, no secreto do coração, não se levanta para seu grito de independência ?

Como será ...
Se aquilo ou aquele que é buscado, habita noutros horizontes e teme, uma mudança que traz dúvidas e um frio de medo, do novo ?

Quem dirá ...
Se a consciência cobra e nos impõe atitudes diversas em conseqüência de responsabilidades arraigadas de uma vida inteira...

Enfim...
Não será correto ou será egoísmo deixar o ego gritar seu poderio,
mesmo que não nos seja conferido nenhum prazer...?

É certo continuar entre a cruz e a espada, entre o fogo e a água, entre o certo ou o errado ( mas quem poderá dizer o que é errado), entre o bem e o mal...

Como saber se não tentar ???

Nenhuma resposta, jamais terá .,






segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"AMIGOS"


Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...


Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

(Vinícius de Moraes)


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Discordando de um pensamento





"Amo a liberdade, por isso deixo livre tudo que amo...

Se voltar... é porque a conquistei...
Se não voltar... é porque nunca a tive"
A liberdade deve-se realmente ser livre... Mais nem sempre o que se conquista poderá voltar... Um sucesso conquistado pode durar alguns segundo e no outro, voltar a ser um mero desconhecido... E se voltar a ter sucesso, deverá ser resultado de algum tempo de esforço para se manter bom em alguma coisa...

Quanto ao amor...
Esse precisa ter asas próprias, precisa passear sem medo de voltar... Precisa ter coragem de enfrentar o que se conquistou... E se ele não voltar aos teus braços, talvez seja, porque tu não fizeste por onde ele voltar... Mais ele está ali... Voando em cima e tu bem abaixo dele... Talvez ele aguarde um sinal... Talvez tu sintas que ele nunca foi embora, que ele sempre esteve ali esperando por um sinal teu...

Às vezes nos afastamos porque necessitamos parar e repensar... E se não voltamos um para os braços do outro é porque ambos esperam uma atitude do outro... Assim, o tempo passa e achamos que não houve amor... Como a frase mesmo diz: “Amo a liberdade” e o amor carece um pouco disso...

Liberdade quer dizer respeito pelo outro... E não “achar” que nunca foi amado por que entre duas almas foram imposto silêncios... Na minha humilde capacidade de discordar de certos pensamentos, interpreto essa frase para aquelas pessoas que vivem cercados pelo medo de saber o que realmente há dentro de si mesmo... O que querem?? O que buscam?? O que sentem e como sentem prazer??

“Se voltar é porque a conquistei” : - Ora Bolas! Talvez não voltasse porque não foi dado sinal pra o retorno e quando o retorno foi anunciado simplesmente às costas a esse sentimento foi dado...

“Se não voltar... é porque nunca a tive” : - Oras! Olhe no espelho... Faça para si mesmo essa pergunta... E caso tu mesmo saiba que o sentimento sempre existiu e que tu ignoraste por medo de ser feliz... Ou por medo de dizer: Adeus! Valeu... Mais a fila anda...

Assim, muitos talvez não estivesse sentados esperando que um contato seja feito... Talvez se as pessoas fossem mais claras e menos obscuras no que deseja, a infelicidade humana seriam menores... Existem pessoas que adoram guardar na sua instante, coleção de amores conquistados...

Liberte-os!! Ou simplesmente assoprem em suas narinas e encham os pulmões já sem vida de amor sem medo e os livre da angustia de esperar um amor fadado por não ter existido nunca um
ponto final!...



segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ATENDENDO À PEDIDOS



Laurinha

Meus parabéns!
Mais um ano em que tive a maravilha de poder estar ao teu lado.
Às vezes penso como é difícil a vida para quem não tem amigos. É algo muito parecido com a ausência do ser.
É o somente estar e nada além disto...
Tua presença em minha vida já é motivo de muito orgulho e a certeza de que estarei iluminada e perfumada pela magia de tua alma encantadora...
Falar em presentes para quem É UM PRESENTE, parece-me ser uma incongruência.
Nenhum presente é maior que este, a TUA EXISTÊNCIA.
Quando espalhas a alegria e a amizade , só me resta agradecer a Deus pelo momento inspirado quando ele me deu a oportunidade de compartilharmos do teu dia a dia...
É sempre bom homenagear quem amamos

E neste dia especial

Eu jamais poderia deixar de dizer o quanto você é especial para mim.

E reiterar os meus votos de um feliz aniversário

Que haja muita paz para você

Que teus dias sejam sempre felizes

Que teus projetos e sonhos sejam realizados

E tuas aspirações concretizadas

Parabéns pelo teu aniversário

Parabéns!




quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Paz de Espirito



Durante nossas vidas, muitas vezes passamos por situações muito
difíceis, principalmente quando não temos paz de espírito.
Aí tudo se torna insuportável.
A paz é fundamental para nossas vidas em todos os setores, em
qualquer situação, e não há dinheiro no mundo que pague: Você pode
ter conforto e tudo que o dinheiro possa proporcionar, porém se não
existir paz você não tem nada.
Quantas vezes ficamos sabendo de pessoas que deixou todo luxo e
conforto para trás, em troca da paz, da tranquilidade, preferem
recomeçar da estaca zero.
Assim sendo, fica provado e confirmado que sem paz de espírito não
existe felicidade.



sábado, 13 de setembro de 2008

Coincidência??????????????



Falar sobre Deus para a maioria das pessoas, em especial para os jovens, inclusive para mim, não é uma tarefa muito fácil, entre os motivos, talvez esteja a vergonha, o desconhecimento ou a falta de fé. Apesar de reconhecer que deveria ser exatamente o oposto, nunca falei sobre Ele, contudo, hoje preciso dizer algumas palavras.

Alguns dias atrás, quando o jornal chegou , entre as notícias da primeira página estava: "Bebê cai de prédio e é salvo pela frauda..."

Todos teceram comentários a respeito do fato, sobre a falta de responsabilidade dos pais em colocar um sofá embaixo de uma janela, principalmente, quando se mora no terceiro andar. Era consensual que isto era negligência e de que o bebê tivera muita sorte por não ter morrido.

Mais tarde, Nathália me disse: "Engraçado, todos dizem que a fralda salvou a criança, mas ninguém diz que foi Deus quem colocou a mão para que ela não caísse." Na hora, apenas sorri e concordei (é o que faço de melhor: sorrir e concordar, nem uma palavra a mais), geralmente ficaria por isso mesmo, no entanto, desta vez, sinto a necessidade de dizer mais do que o sorriso.

Sabe Nathália, você tem razão.

Temos o costume de lembrar-se de Deus apenas nos momentos em que necessitamos urgentemente de algo e nos esquecemos da sua presença onipresente em cada segundo de nossas vidas. Esquecemos de sua presença em fatos como este do bebê ou naquele caso em que um homem, vítima de uma bala, foi "salvo pela caneta" que estava em seu bolso. Nos acostumamos a valorizar tantos os objetos ao ponto de lhes dar o poder pertencente unicamente a Deus.

Talvez me digam: "Mas se não fosse a fralda, o bebê teria caído; se não fosse a caneta, o homem poderia estar morto..." Sim, vocês têm razão, porém, se a fralda segurou o bebê e a caneta estava lá, justamente no local em que a bala acertaria, foi Deus quem colocou sua mão para não permitir que estas tragédias acontecessem.

Certa vez, uma catequista me falou sobre a presença de Deus em tudo na nossa vida, para exemplificar ela disse (não exatamente com estas palavras): “Grande parte das pessoas tem receio de andar a noite pelas ruas quando estão sós, acontece que em uma noite qualquer, se vêem obrigadas a ir ao seu destino sozinhas. Ao virarem uma esquina, encontram um conhecido ou um amigo seguindo na mesma direção, imediatamente, dizem: “Nossa! Que coincidência te encontrar por aqui.” Porém, não foi apenas uma coincidência. Deus, sabendo do seu medo e do perigo que poderia estar correndo, colocou uma pessoa no seu caminho para lhe fazer companhia.”

Sei que muitos acreditam que todos estes acontecimentos sejam meras coincidências. Sei que não posso convencê-los do contrário, entretanto, parem por um minuto e vejam quantas coisas extraordinárias nos acontecem, quantas vezes pensamos que tudo estava perdido e algo ou alguém surge do nada para nos provar o contrário ou quantas vezes as coisas não nos aconteceram por um triz...

Não é possível que tudo passe de mera coincidência...



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Quero esquecer esse dia!



Vou dormir
Não quero me lembra desse dia
Não quero sorrir
Não sinto alegria

Hoje deu tudo errado
Tenho até vontade de chorar
Meus planos foram todos frustrados
Esse dia tem que acabar

Meu coração está pesado
Sinto uma vontade imensa de fugir
O céu sobre minha cabeça está nublado
Pareci que todos se viram contra mim

Quero dormir para esquecer de tudo
Quero esquecer desse dia
Se for possível quero esquecer do mundo
Que tem arruinado minha vida
Quem sabe amanha eu acordo com alegria.


terça-feira, 26 de agosto de 2008




Recorri à nossa constituição antes de iniciar este texto, e não poderia ser diferente, pois se estamos falando de poder judiciário, temos que ter em mente as leis que o norteia e dá base para seu juízo.


CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS

Art. 6° São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 26, de 2000)


Ontem à noite, assisti uma reportagem, na TV, que me deixou perplexa! Creio que muita gente assistiu e pode ter ficado assim também. Uma família de catarinenses, pobre à miséria, com instrução inexistente, com moradia precária, teve seus filhos menores tomados por ordem de um Juiz. As crianças foram encaminhadas para abrigos à menores, sob a argumentação de que a família não tinha condições de cuidar: dar saúde, educação, alimentação digna, moradia condizente, com o que seria necessário para que pudessem cuidar de seus próprios filhos.
Na hora, senti tristeza por aqueles pais, simples e desventurados, que tinham sido humilhados diante de uma cidade inteira, mais ainda que a própria situação humilhante em que viviam, de miséria, e que não escolheram. Comecei a refletir na atitude do juiz: será que ele estava com a razão, por interferir desta forma no seio daquela família? Ou ele poderia ter tomado alguma outra atitude?
Foi daí que resolvi pensar à luz da lei. Lei magna, a que vale de fato! São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma da Constituição! Pronto! Está aí a resposta que precisava. Parece que o Juiz só pensou nos direitos sociais das crianças, mas me pareceu que a constituição garante os mesmos direitos aos pais. Se eles tivessem merecido, antes, a tutela de um juiz que os defendessem em seus direitos sociais, poderiam ter tido melhor sorte e dado as condições para que seus filhos não viessem a ser privados também.
É notório, que todo mundo parece querer salvar as criancinhas, e estão certas em querer assim, mas passa-se uma borracha no passado e esquece-o? Então o Estado pode assumir as criancinhas agora, mas não cuidou delas antes, porque? Porventura os pais de hoje não foram as crianças de ontem, que não mereceram os tais direitos sociais, garantidos na constituição?
Parece-me, que só pensar nas crianças não seja o mais justo. Se os pais estão na situação que estão, não podemos ignorá-los e jogá-los fora, como bagaços descartáveis. Foram e continuam sendo desamparados e humilhados, como conseqüência de um passado mal tratado e com perspectivas de um futuro pior ainda, agora sem os filhos.
O que me chocou mais, nesse fato, é que essa é apenas uma família, de gente de bem, que teve a infelicidade de ser ignorada pelos poderes, inclusive o judiciário, e permaneceu pobre, sem saúde, sem educação, sem nada...Quantas mais existem no Brasil em condições iguais ou ainda piores?
Mais ainda, se a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados são direitos sociais, então é responsabilidade do Estado! Porque o juiz está cobrando essas condições, aos filhos, dos pais? Posso pensar que ele está aliviando o Estado e jogando responsabilidade em ombros alheios?
Mas, quem sou eu para discordar de um Juiz! Ele deve ter razão...! Mas, ficou esquisito...!